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2026.1 | Santo Graal

  • Foto do escritor: Revista Só Letrando
    Revista Só Letrando
  • 23 de fev.
  • 2 min de leitura

Por Sofia Morelli de Lima

A vida depois dos 18 é bem diferente do que imaginamos aos 17. De repente, nos vemos sem entender nada daquilo que na adolescência tínhamos opiniões e respostas fervorosas a respeito. É quase como nascer de novo. Tudo deve ser aprendido do zero: linguagem, comportamentos, ações… Dessa vez, no entanto, estamos só. Com nossos pensamentos, angústias e desejos. E, quando percebemos, nosso propósito está em jogo. O que se acreditava ser real, já não é mais; o que era de um jeito, agora é de outro. Apenas nossa essência é a mesma. E dói sentir o desamparo de perder nossas crenças e ter de criar novas. 

Todos sabemos que não é fácil ser adulto, mas no início da vida, a liberdade e o controle sobre os próprios caminhos é irresistível, nosso único interesse, e a experiência adulta acaba por se tornar a idealização máxima da realização dos nossos sonhos mais profundos. A dificuldade aparece quando esses sonhos não são alcançados e é como se tudo o que vivemos anteriormente fosse a mais pura mentira. A falta de orientação, rotina e incertezas é confusa! De uma hora para outra, podemos fazer tudo que quisermos. A pergunta é: o que queremos? O que ansiamos de verdade, do fundo do peito? 

É na procura por respostas que a nossa nova jornada se inicia. O primeiro passo é enlouquecer! O segundo, se autoanalisar. O terceiro? Depende. Normalmente é agir, colocar a mão na massa. Ou buscar auxílio. O importante é sabermos que o próprio caminho se traça sozinho, independentemente de quantas influências recebermos. Posteriormente, já não sei como prosseguir. 

Estou sozinha nessa e só gostaria de receber um guia de como ser adulta de verdade. Quero saber em que momento a adolescência de fato fica para trás e não se precisa mais de pai e mãe para enfrentar os desafios. Em que momento a criança interior cresce e passa a caminhar por conta própria? Quando ela deixa de chorar para receber colo e tranquilizar seu coração? Novamente trago indagações com possibilidades infinitas…

No entanto, é uma tarefa eterna ir atrás das respostas e não desistir do processo, pois elas se alterarão muitas vezes ao longo da nossa existência. Afinal, o autoconhecimento não acaba nunca. E a busca pelo propósito é a chave de tudo e o nosso maior motivo para continuar apesar de. É a procura pela tal felicidade que esperamos alcançar. E é neste momento que o santo graal se revela para nós. 


Equipe e produção editorial

Professoras orientadoras Profa. Dra. Valéria Bússola Martins e Profa. Dra. Elaine Prado

Editora Isabelle Callegari Lopes

Revisão Kelvyn Inacio Machado e Elisangela Alves de Oliveira Silva


 
 
 

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