Encontro
- Revista Só Letrando

- 8 de ago. de 2023
- 1 min de leitura
Por Alex Lima
*Para minha irmã Angélica,
Que hoje mora na eternidade.
Não me lembro dos teus risos
nem dos teus olhinhos fitos.
Restou-me parcas lembranças
daquele teu jeito de criança.
Ah, queria tanto te encontrar!
Quem sabe? Estarás noutro lugar?
Por que não despertas, irmã querida?
Acordai agora, doce menina!
Quando vi teu lindo rosto opaco,
enclausurado em um simples túmulo gasto,
enfadei-me, e no teu fúnebre manto,
fiz para meu espírito lugar de pranto.
Ah, porque não te ouço dizer: “aqui estou”...
Tão viva quanto eu mesmo sou.
Tomada de alegria (como antigamente).
Arteira, atenta e inocente...
Talvez eu mesmo vá até ti!
Noutro lugar?
Mas o dia e a hora, confesso-te, não sei...
Isto, somente o grande Rei...
Sim... não sei...
Basta-me o tempo...
E então encontrar-te-ei
nas terras onde impera a Justa Lei.




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