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Dia de Sol

  • Foto do escritor: Revista Só Letrando
    Revista Só Letrando
  • 18 de dez. de 2022
  • 1 min de leitura

Por Alexia Silva


O vento soprava meu rosto, fazendo meu cabelo bagunçar mais do que normalmente, enquanto eu dirigia pela orla da praia, sozinho, apreciando aquela sensação de liberdade e o que imagino ser a tal da “solitude”. Uma novidade para mim, já que eu não costumo ir à padaria sem pedir que alguém me acompanhe.


Ao chegar na praia e descer, senti a areia quase queimando meus pés, mas prestei mais atenção na vista para o mar azul que ondulava em minha frente e próximo às crianças que construíam um castelo de areia.


Coloquei minha canga na areia e sentei para observar o mar em minha frente e ouvir meus próprios pensamentos, organizar minhas ideias e meus sentimentos. Fiquei ali por alguns minutos, talvez uma hora.


Então levantei, segui até o carro, e comecei a dirigir de volta para casa carregando a paz que fui procurar, acreditando ter encontrado a calmaria que precisava. Erro meu. Um homem me fechou no trânsito enquanto eu voltava para casa e eu o xinguei de tudo pela janela, e pouco tempo depois que cheguei na cidade, discuti com uma senhora que quis furar a fila na minha frente no banco.


Eu tentei, calmaria. Semana que vem eu tento de novo.



*Texto produzido durante a Oficina de Crônica realizada pelo Prof. Cristhiano Aguiar e pela Revista Só-Letrando no Mackenzie Day, dia 5 de novembro de 2022.


 
 
 

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