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Anime e mangá são coisas de criança?

  • Foto do escritor: Revista Só Letrando
    Revista Só Letrando
  • 17 de dez. de 2022
  • 2 min de leitura

Por Livia Hina Komagome


Ainda nos dias atuais, é bem comum as pessoas pensarem que anime é "coisa de criança” devido aos costumes da cultura ocidental, já que relacionam a origem da palavra desenho com infantilidade.


Aqui no ocidente, em muitos momentos da nossa história, a indústria de animações e quadrinhos sempre produzia conteúdos voltados para o público infantil. Nos Estados Unidos, na década de 1950, houve um “acordo em comum” por parte das grandes editoras de quadrinhos de que isso é algo para crianças, portanto foram feitos e vendidos como tal. No Brasil, durante o Regime Militar, os quadrinhos sofreram censura, fazendo com que favorecesse a imagem infantil que os quadrinhos carregavam dentro do país.


Porém, no Japão, as coisas tomaram outro rumo. Apesar de terem passado por fortes censuras, os produtores de quadrinhos e animações japonesas sempre tiveram mais “liberdade” ao produzir conteúdo para todas as idades, incluindo adultos. Quando alguns dos mangás japoneses passaram a ser publicados fora do país de origem, houve um grande choque cultural e, por conta disso, a imagem que surgia da população japonesa era a de adultos infantilizados que liam histórias em quadrinhos mesmo com 30 ou 40 anos de idade, mas que ao mesmo tempo são pervertidos (hoje em dia, sabemos que isso não se passa de um estereótipo negativo).


Os fãs de anime e mangá precisam lidar com dois lados da crítica, sendo um deles o fato de que “é algo voltado para crianças”, e o outro o fato de que “apresenta muita violência”. Podemos perceber que são duas críticas completamente diferentes, mas que explicam o choque cultural provocado pela diferença das produções ocidentais (mais restritas) e orientais (mais “liberais”).


Quando escutamos algumas dessas opiniões, percebe-se que tal alegação carece de conhecimento a respeito do assunto. Assim como as séries ocidentais, por exemplo, existem animes para todas as idades (crianças, jovens, adultos) e para todos os gêneros (comédia, drama, ficção-científica, etc.). Além disso, muitas dessas obras trazem algum tipo de aprendizado ou reflexão para a vida, o que é algo importante.


Porém, é necessário um certo cuidado ao tentar explicar a respeito do assunto, pois ao usar argumentos do tipo: “minha obra favorita é destinada para o público adulto, e não é coisa de criança”, dá a entender que obras voltadas para o público infantil são consideradas como ruins, inúteis ou inferiores, o que não é verdade. Os longas-metragens da Disney e da Pixar estão aí para provar isso, pois muitas de suas produções são adoradas por pessoas de todas as idades e trazem muitos ensinamentos também.


Por fim, é sempre bom ressaltar que não há nada de errado em consumir mídias voltadas para o público infantil, ou muito menos algo que seja apreciado por crianças (desde que estejam atentas para a classificação indicativa). Como mencionado anteriormente, obras infantis não são ruins ou inferiores. Além disso, se é algo do seu interesse ou é algo que te faz bem, não se deixe abalar, afinal, a arte estabelece uma troca de sentimentos e sensações, fazendo com que soubéssemos compreender o valor do outro e o que realmente consideramos como significativo em nossas vidas.


 
 
 

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