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O que é esse sofrer por amor?

  • Foto do escritor: Revista Só Letrando
    Revista Só Letrando
  • 19 de fev. de 2024
  • 2 min de leitura

Por Mariana Brassica


O universo literário e fantástico é capaz de criar diversas situações em que nossos sentimentos e crenças mais simples são descritos das maneiras mais impressionantes e humanamente impossíveis de se imaginar. Assim, a criação de mundos futuristas, com ruas de ouro ou esgotos que transbordam a céu aberto, sempre tem os dois lados de uma mesma moeda, que intrigam e entretêm tantas pessoas pelo mundo afora.


Agora, quem nunca pensou que estava morrendo de amor na adolescência, não é mesmo? E, claro, o amor é aquele calor que arde no peito, é aquela sensação de cuidado que não precisa de nada em troca, é aquele abraço, aquele olhar, aquela risada que te faz sorrir por tão pouco mas que, ao mesmo tempo, é tanto.


Alguns diriam que o amor é lindo, outros, que ele é apenas sofrimento. Alguns também o chamariam de “perda de tempo”, mas e quando todo esse sentimento vira algo capaz de tirar a sua vida e você é incapacitado de controlá-lo?


A doença de Hanahaki tem sua lenda originada no Japão e pode ser descrita como “a doença do amor platônico”, responsável por mortes causadas por flores. A pessoa apaixonada começa a tossir pétalas que se formam em seus pulmões e as flores variam de acordo com as preferências do autor que a escreve, podendo ser pétalas das flores favoritas da pessoa amada, ou daquela que ama. A doença, então, avança e o enfermo começa a tossir flores inteiras e, por fim, um buquê completo, que o leva à morte.


Sempre descrita como a doença do amor não correspondido, logo a ligamos ao amor romântico, ao desejo de namoro, mas e se ela simplesmente fosse analisada de outro ponto de vista?


Nunca pensamos sobre os outros amores que levamos por toda nossa vida: a mãe que nos trouxe ao mundo, o pai que nos amparou em vários momentos, os irmãos e irmãs que dividem os momentos bons e ruins conosco, os amigos que com o tempo passamos a tratar como família… todos esses são nossos romances, breves ou longos.


Agora, por que um “gostar” é tão diferente desses tantos amores? Os abraços aquecem, os olhares causam alegria e o sorriso é tão contagiante quanto. Quando eles se vão, ou caso nunca tenham estado ali, naquele lugar, nós nos fortalecemos, nos apoiamos em suas memórias e em seus lugares, moldamo-nos e progredimos. Porque, então, somos tão apegados a um amor romântico a ponto de criarmos um universo em que eles sejam capazes de nos levar ao óbito?


Que amor é esse que nos torna mais fracos ao invés de nos fortalecer como os outros? Que prazer é esse que temos em dar o poder a uma pessoa de nos destruir?

 
 
 

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