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2025.2 | A paz que me refaz

  • Foto do escritor: Revista Só Letrando
    Revista Só Letrando
  • 11 de ago. de 2025
  • 1 min de leitura

Por Laura Mayer

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A paz que transcende a alma,

Quietude serena que tudo acalma.

Nenhuma dor, nenhum temor,

Será, Senhor, que da solidão nasce esse amor?


A paz que desperta a mente,

Serenidade que flui, livre e silente.

Calmaria que acolhe, alegria a crescer,

Maciez que cala o pranto e faz renascer.


Em silêncio, os pensamentos se espalham,

Fecho os olhos — e a paz me embala.

Quem diria que tanto prazer existia

Num mar sereno que à alma recria?


Deitada, revisito meus dias,

O estresse rondava em longas trilhas.

Caminhos sem fim — eu os imaginava,

Como uma linha que a vida cortava.


As noites eram densas, imensas,

Insônia e lágrimas — dores intensas.

Pensamentos perdidos, a vagar em tormento,

E o choro ecoava num duro lamento.


O pessimismo tomava-me inteira,

Almas vazias cruzavam minha esteira.

A energia sumia num sopro fugaz,

O desânimo crescia — o pranto, voraz.


Mas aprendi a amar com o coração,

A aceitar imperfeições, criar conexão.

Hoje, contemplo o bem que me cerca:

O amor e a paciência — minha alma desperta.


Que importam os erros diante do afeto?

Sorrisos sinceros tornam tudo correto.

E percebo, enfim, com gratidão recolhida:

É na imperfeição que pulsa a vida.


Observo teus gestos, teu jeito de ser,

Cada detalhe me faz renascer.

Meu amor transborda — em ti pude crescer.

Contigo, aprendi a paz a viver.



Equipe e produção editorial

Professoras orientadoras Profa. Dra. Valéria Bússola Martins e Profa. Dra. Elaine Prado

Editora Isabelle Callegari Lopes

Revisão Alessandra Porfirio Assis de Lima e Yasmin Monastero Maure

 
 
 

1 comentário


Valéria Martins
Valéria Martins
22 de nov. de 2025

Se o objetivo da autora era fazer o leitor ter paz, meta atingida. Parabéns à autora.

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