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Neurologia aplicada dia a dia

  • Foto do escritor: Revista Só Letrando
    Revista Só Letrando
  • 14 de ago. de 2024
  • 2 min de leitura

Joanna Pinto


O neurologista orientou que eu buscasse uns jogos para exercitar a mente, quebra-cabeças e coisas assim.


Procurei e encontrei um bem infantil, ele começa em um tabuleiro que simula uma garagem antiga e bem desorganizada, com objetos quebrados e outros bem velhos, quando não quebrados e também velhos, e você precisa restaurá-los, mas no início do jogo as ferramentas não estão todas disponíveis, é necessário procurar e até fazê-las você mesmo com o que encontrar.


Assim foi 2019, cheio de cacos, muita quebradeira e busca pelas ferramentas de restauração. Com a sequência do jogo, você muda de fase e vai ganhando energia, pois é necessário despendê-la em cada ação do jogo para montar os itens que estão dispostos.

É preciso juntar itens iguais para montar outro que faça sentido ao jogo e vá reformando a casa inteira, que está em ruínas.


Aos poucos você consegue avançar e encaixar as peças no lugar.


Este foi 2020, as peças começaram a fazer sentido e fui avançando de fase e ao ganhar mais energia, as peças iam se encaixando mais facilmente.


Depois de uma fase fácil, em que você aprende a encaixar as peças, restaurar aquilo que é necessário para aquela tarefa, as coisas vão ficando mais difíceis pois o tabuleiro não comporta tantos itens montados, então você não consegue restaurar os que são realmente necessários para concluir a tarefa dada pelo jogo.


Você pode optar por guardar alguns no inventário, deixar outros no tabuleiro ou vender; quando você opta por vender algum, ele pode ser raro, mais demorado ou difícil de consegui-lo de novo, e há um aviso do próprio jogo para que você reconsidere, mesmo assim, a decisão é do jogador, sua, de acordo com a estratégia e a necessidade, lembrando que no jogo, você precisa de energia armazenada para poder realizar cada tarefa, e ela acaba.


Este foi, é… 2021.


As peças antigas foram sendo substituídas ou restauradas para dar lugar a peças novas ou poderem ser usadas novamente em outro lugar.


Mas também há novas criações a serem consideradas, e cada ano, cada escolha, vai nos levando a lugares todos novos, ou nos voltando ao passado, mas a escolha é só nossa, e o clichê já nos diz: cada escolha é uma renúncia.


 
 
 

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