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Meninos de Ouro

  • Foto do escritor: Revista Só Letrando
    Revista Só Letrando
  • 14 de ago. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 19 de ago. de 2024

Por Ana Paula Botto Nitrini Batista


Através da leitura da renomada história Meninos de Ouro, vivenciei a enorme pobreza enfrentada pelos americanos na década de 30, por conta da Grande Depressão. Confesso que, antes da leitura, não imaginava ser possível passar por tamanha dificuldade.


A obra conta sobre a jornada e superação de vida de nove jovens humildes, em especial a vida de Joe Rantz, em Seattle. Abandonado pelo pai e pela madrasta ainda no início da adolescência, sem comida, dinheiro ou qualquer perspectiva, ele conseguiu não esmorecer e ir atrás dos seus sonhos em meio ao medo de novos abandonos.


Fiquei comovida ao ponto de começar a refletir sobre nossas vidas, em como por muito menos nos sentimos injustiçados e culpamos os outros, usando isso como motivo para não seguirmos em frente. Rantz trabalhou e estudou, sofreu passando fome, frio e humilhações, mas conseguiu chegar à Universidade de Washington e ao seu time de remo, formando-se posteriormente em Engenharia Química, embora nunca tenha parado de estudar.


Adentrei em um mundo esportivo, onde nove estudantes que deixaram uma marca na história do remo, se superaram cada dia mais para vencer inúmeros campeonatos e chegarem às olimpíadas. Quem ama esportes se deliciará com a narrativa detalhada dos treinos. Os momentos de superação e trabalho de equipe emocionam a cada página, como quando pessoas improváveis conquistaram a medalha de ouro e influenciaram toda uma geração.


A partir da leitura aprendi sobre a terrível Olimpíada de Berlim, comandada por Hitler e Goebbels, no auge do Nazismo, que escondendo suas atrocidades com falsas publicidades, enganaram a população por muito tempo. No entanto, a história desses jovens e seus treinadores talvez seja um dos episódios mais bonitos de todas as edições dos jogos. Esse livro escrito por Daniel James Brown está na lista dos mais vendidos do The New York Times. Devorei suas 383 páginas, é uma leitura fascinante.

 
 
 

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