Introdução ao Racismo Amarelo e porquê você deve pesquisar a respeito
- Revista Só Letrando

- 17 de dez. de 2022
- 2 min de leitura
Por Lívia Hina Komagome
O preconceito com pessoas amarelas envolve situações como: a criação de estereótipos (inteligentes, bons em matemática, ricos, etc.), o uso de termos pejorativos para denominar qualquer pessoa amarela (japa, japinha, xing ling) e até a questão do preconceito linguístico (“pastel de flango”). Aliás, se você considera algum dos casos acima como “normal” ou até como motivo de piada/chacota, está na hora de rever seus conceitos!
A discriminação contra pessoas amarelas existe desde antigamente, porém, com a situação da pandemia do Covid-19, o racismo amarelo se intensificou de maneira absurda. No ano de 2020, a população amarela teve que lidar com situações bem desagradáveis, sendo abordados nas ruas e em locais públicos para escutar comentários do tipo: “sai pra lá, coronavírus!”. Devido a esses acontecimentos, a hashtag #EuNãoSouUmVírus se popularizou nas redes sociais na época, na qual as pessoas amarelas, não só relatavam sobre a discriminação a respeito do vírus, mas também sobre outros tipos de preconceitos étnico-raciais sofridos ao longo de suas vidas.
A pauta sobre o racismo amarelo é algo bastante recente, pois as pessoas estão começando a identificar certas atitudes como algo racista. O fato de usar termos como “japa” para se referir a qualquer pessoa racializada ou até mesmo qualquer produto vindo do leste-asiático (ex: “vamo comer num restaurante japa”), esticar os olhos para parecer com “olhos de leste asiático”, ou então tentar “imitar” o sotaque asiático com frases como “pastel de flango”. Posso citar outros exemplos por aqui, porém essas atitudes são as mais comuns.
Além disso, devido a falta de discussão e o apagamento a respeito do tema, muitas pessoas de raça amarela nem ao menos sabem que sofrem racismo. A sociedade tem uma ideia preconcebida e enraizada de que as micro agressões mencionadas acima são “só piadas/brincadeiras”, e consequentemente, esses tipos de “argumento” acaba invalidando nossas dores.
Como mencionado anteriormente, muitas pessoas não têm noção de que essas micro agressões contra pessoas amarelas são atitudes racistas, e é justamente por isso que você deve se informar e pesquisar a respeito. Ademais, a falta de compreensão ao assunto só dificulta a inclusão do racismo amarelo na luta antirracista. Recomendo acompanhar criadores de conteúdo que são amarelos e que falam sobre o preconceito contra essas pessoas.
Aliás, o preconceito amarelo é bem frequente em ambientes universitários. Em um lugar em que há uma certa expectativa de que as pessoas sejam mais responsáveis em relação ao racismo e a luta antirracista, porém, a realidade é que há bastante desconhecimento sobre essa pauta. É bastante comum pessoas de raça amarela sofrerem preconceito por parte de outros alunos e até mesmo de professores, tanto no dia a dia e até mesmo em festas universitárias (ex: trotes).
Por fim, é importante que esse tipo de conteúdo receba bastante engajamento, com o intuito de conscientizar as pessoas de que a luta contra o racismo amarelo é uma luta antirracista como qualquer outra.




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