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Escravos

  • Foto do escritor: Revista Só Letrando
    Revista Só Letrando
  • 14 de ago. de 2024
  • 1 min de leitura

Por Ana Elisa Nicolau Milesi 


Desde os tempos antigos,

No coração humano,

Há um grande perigo,

Que chega a ser insano.


Antes eram vendidos,

Todos os tipos de gente.

Povos todos traídos,

Raça humana somente.


Depois foram os índios,

Povos que escondidos

Viviam como "ímpios",

Até serem feridos.


Então dos negros foi a sorte,

De serem por eles levados.

Já decretada a morte

Eram escravizados.


Negro foi o período,

De densa escravidão.

Mas saíram do mar de lodo,

Chegava a abolição!


Porém a escravidão não

Acabou com um papel,

Tinta e pena na mão,

Que libertara o réu.


Não havia Liberdade,

Pois da morte era o leito.

Era pura insanidade,

Seu nome, preconceito


Por um simples tom de pele,

E uma porção de achismos,

O negro ele repele,

Coberto de racismo.


O ódio foi espalhado,

E vivida a opressão.

Os julgamentos, falados.

Retorna a escravidão.


Foi então que a sociedade,

Chegou a uma conclusão:

"Para que haja Liberdade,

Vamos quebrar o padrão!"


Em sua limitação,

O ser humano achou:

"Quebrado está o padrão!"

O orgulho o cegou.


O seu mais novo algoz,

Que nas suas mãos põe cravos,

É o orgulho atroz,

Do qual somos escravos.

 
 
 

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