Entrevista com a Liga Acadêmica de Letras (LAL)
- Revista Só Letrando

- 11 de jun. de 2021
- 3 min de leitura
por Maria Clara

Instagram: @marcellaic
1. Em que momento da graduação você percebeu que queria seguir a carreira acadêmica (se tornar pesquisador)?
Foi no último ano da graduação, quando eu estava fazendo meu TCC (que, na época, se chamava TGI). Eu consegui trabalhar com um tema ao qual eu gostava muito, por isso, foi possível que eu me dedicasse com bastante afinco e, junto com a minha orientadora (a professora Regina Helena Pires de Brito), eu percebi que poderia aprofundá-lo ainda mais com uma pesquisa de Mestrado.
2. Quando se está no último ano da graduação, vem sempre a dúvida sobre o que fazer depois. Como você decidiu os seus próximos passos?
Assim que terminei a graduação, eu tive a sorte de começar a trabalhar como professora no Ensino Fundamental (Anos Finais) e Ensino Médio, com ensino de língua estrangeira, área em que atuo até hoje. Paralelamente, como já mencionei na questão anterior, eu iniciei meus estudos de Mestrado também nessa época, na área de Análise do Discurso Publicitário, então, já aprendi a conciliar vida acadêmica com a profissional muito cedo e, assim, sigo até hoje.
3. Em meio a tantas opções que o curso de letras oferece em termos de especialidade, como você decidiu qual área de estudo seguir?
Sinceramente, esta é uma pergunta que até hoje me pega (risos). Eu costumo brincar que eu tenho o “problema” de gostar de todos os ramos da área de Letras. O que eu costumo fazer até hoje é tentar conciliar as oportunidades e demandas com as áreas de pesquisa com as quais mais gosto de trabalhar e que me dão mais prazer. Nem sempre é possível, confesso, mas, na maioria das vezes, funciona.
4. Como é o processo de bolsa de estudos dentro e fora do Brasil? Você sente que há uma diferença? Qual vale mais a pena?
Eu fui contemplada com duas bolsas internacionais ao longo da minha carreira acadêmica (Fulbright - Foreign Language Teaching Assistant / Programa de Doutorado-Sanduíche no Exterior - Capes). Apesar de a Fulbright ser uma organização americana, ela possui uma comissão brasileira que tem parceria também com a Capes, portanto, tanto a primeira fase do processo seletivo para a bolsa da Fulbright, como a seleção para o PDSE, foram feitas aqui no Brasil, por meio da Capes. Sendo assim, eu não tenho muito conhecimento sobre como se dão os processos fora do Brasil. Creio que o importante é derrubar aquele mito de que se trata de algo impossível. É totalmente possível! O que é necessário é planejamento.
5. A carreira acadêmica é pré-requisito para a docência no ensino superior, mas não é só isso, certo? Quais são os seus planos?
A docência no ensino superior é sim a meta que, penso eu, a maioria dos pesquisadores da área de Letras busca alcançar, mas, realmente, não é a única. Pode-se trabalhar na área editorial, curadoria de museus, escrita criativa etc. Como eu sou da área da educação, minha intenção é chegar no ensino superior sim e, quem sabe, já começar a pensar também em um pós-doc?
6. Qual conselho você daria para quem está terminando a faculdade agora?
Considerando um contexto geral, ou até mesmo um em que os alunos estão se formando durante uma pandemia. Força, gente! Hehehe. Brincadeiras à parte, creio que esse momento que estamos vivendo serviu, entre outras coisas, para mostrar a importância das ciências, da educação e das humanidades. Percebemos, mais do que nunca, a importância da reflexão e dos questionamentos. Assim, por mais difíceis que as coisas pareçam (e realmente estejam), uma hora vai passar, então, busquem oportunidades, estudem, organizem-se e não desistam de se tornarem agentes difusores e defensores da pesquisa e da educação na sociedade.




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