(Des)ânimo
- Revista Só Letrando

- 17 de dez. de 2022
- 1 min de leitura
Por Alex Sandro de Lima Silva
Onde foi parar o teu sorriso?
Pois há dias anda meio abatida
Que não te importam os solilóquios,
os simpósios ou as sabatinas.
Os teus livros na estante
comem do pó do tempo,
abandonados, pedantes
testemunhando em lamentos
a queda da tua guardiã.
E o teu violão desafinado
aponta um silêncio fúnebre
de mais um instrumento fadado
ao esquecimento, fim lúgubre.
Teus cadernos amontoados
murmuram suas páginas vazias
sem os versos, os devaneios
que outrora tu escrevia.
Por que os abandonaste?
Levanta-te e faça os teus versos
cante as tuas notas
Olhe estes teus amigos
que nunca faltaram contigo.
Seja tu poeta
Neste mundo de almas mortas.




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