Conversa de bar
- Revista Só Letrando

- 18 de dez. de 2022
- 1 min de leitura
Por Isadora Jegou
Num bar cheio em uma rua movimentada circulavam conversações das mais variadas. Iam de gritos a elogios em questão de instantes. De copos em copos, o tom dos debates aumentava, e as risadas diminuíam à medida que o público começava a cambalear.
Eu cheguei às 14:00, escolhi uma mesa bem no meio das outras e me coloquei a ouvir as conversas alheias. No canto, havia uma garota muito jovem, talvez de 18 anos, gritando, berrando por mais bebida. Observei com calma e concluí “Nada demais…”
Fiquei mais umas duas, três horas, me entretendo com os novos rostos alcoolizados que surgiam. Vez ou outra, riam demais perto de mim, e eu ria junto. Outras vezes, choravam, e eu me emocionava também.
Então, em um determinado momento, percebi que tudo girava. Olhei para minha mesa. Copos vazios. Observei com calma e concluí “Nada demais…”
*Texto produzido durante a Oficina de Crônica realizada pelo Prof. Cristhiano Aguiar e pela Revista Só-Letrando no Mackenzie Day, dia 5 de novembro de 2022.




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