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Conto de fadas moderno

  • Foto do escritor: Revista Só Letrando
    Revista Só Letrando
  • 14 de ago. de 2024
  • 2 min de leitura

Por Joanna Pinto


Ela morreu.


E por que nós, mulheres, gostamos tanto de histórias como de Elizabeth II?


Meninas crescem em meio a contos de fadas em profusão.


Borralheira conquista o príncipe encantado.


Menina culta transforma o rebelde em estudioso.


Menina nerd vira rainha do baile e fica com o popular.


A sociedade, lendas e contos, dão este peso da transformação pelo amor a todas as garotas

desde a mais tenra idade.


E por que não ter uma história destas baseada em fatos?


Uma princesa, pianista, dotada de doçura e empatia, afeita ao mundo real e desafeto da monarquia tradicional, conhece um menino, se apaixona; e contra a tradição, então se casa para constituir família fora do trono. 


Mas, toda jornada do herói tem reviravoltas. Então, seu pai falece e ela herda a coroa!


Jovem, casada e mãe de 2 filhos, carrega a tradição em seu nome sendo coroada rainha!


Soa bonito e de bom-tom, se acreditarmos todos que ela fez pouco menos do que poderia; pelo seu reino, por exemplo, renunciando a colônias e criando o poder parlamentar em prol de sua família.


Fica mais romântico e palatável.


A verdade, talvez mais dura, é que como outras monarquias, esta já sinalizava fraqueza. O mundo mudou, com grandes potências voltadas para a democracia, onde figuraria esta monarca se não como alegoria graciosa e falaciosa, nos remetendo todos do ocidente a uma

era clássica, histórica e fantástica, muito do universo fantasioso que tanto gostamos.


E por que gostamos? Porque é mais fácil ser a Barbie princesa do que a Barbie executiva, a

Barbie mãe solo, a Barbie mandada embora na licença maternidade, aquela que sofre em

relacionamento abusivo.


Nós já conhecemos nos contos as fadas madrinhas, mas quando serão introduzidas as

Barbies psicólogas?


 
 
 

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