Ausência
- Revista Só Letrando

- 14 de ago. de 2024
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Por Zaiza Souza Vaccarezza Miranda
A ausência de borbulhas em meu sangue,
de rubras em minhas bochechas,
de borboletas em meu estômago,
desacelerou meu coração.
A carência de carícias,
a penúria do calor dos teus lábios,
a privação da tua presença,
arrebentou até a última das minhas coragens.
Seus olhos foscos
devido à falta de luminosidade,
quase semicerrados
com sentimentos nunca antes demonstrados.
A tarde mais escura que já vivi,
o temor da sua despedida,
a chuva escorrendo junto as minhas lágrimas,
o sumiço dos teus olhos,
e a aparição de bolsas embaixo dos meus.




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