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A questão dos refugiados no mundo contemporâneo

  • Foto do escritor: Revista Só Letrando
    Revista Só Letrando
  • 10 de dez. de 2021
  • 3 min de leitura

Atualizado: 13 de dez. de 2021

Por Camila Carnello e Raquel Clivati


A Organização das Nações Unidas foi criada em 1945, após os horrores da Segunda Guerra Mundial, a fim de promover e encorajar o respeito aos direitos humanos para todos, porém, com todas as crises humanitárias, guerras de grandes proporções, perseguições políticas, regimes ditatoriais, conflitos internos e crises econômicas, os fluxos migratórios estão cada vez mais frequentes e preocupantes.

É muito comum que pessoas em situação de refúgio cheguem ao país ou ao território que lhes concedeu abrigo em uma evidente situação de vulnerabilidade social e econômica (muitas vezes, o refugiado em questão nem domina a língua falada no local e acaba em situação de rua). Tal vulnerabilidade faz com que os refugiados sejam um dos grupos mais suscetíveis a métodos de abuso, como ter a sua mão de obra explorada e a sua identidade desrespeitada, e, muitas vezes, as vítimas não têm ciência de seus direitos, o que acaba dificultando muito a obtenção de justiça para essas pessoas.

As pessoas em situação de refúgio também sofrem muita xenofobia em diversos dos lugares em que passam a viver, uma vez que, por causa da desvantagem social e financeira em que se encontram, muitas pessoas nativas de uma região veem, com aversão, a presença de refugiados, o que é uma visão puramente preconceituosa em relação a pessoas de outros países.

Além de todo esse sofrimento, frequentemente, os jornalistas trazem algumas imagens desses refugiados, exibindo a situação precária em que eles se encontram, sendo mostrados em um estado de espera, tensos, em pé e angustiados, trazendo a ideia de que eles são sujeitos do não-fazer, pois eles aparecem como não fazendo nada (no sentido de não estarem trabalhando, por exemplo), desvalorizando a situação em que se encontram e ocasionando um confronto ético do querer-ver do fotógrafo e de não-querer-ser visto do indivíduo em situação de refúgio.

De acordo com o último Relatório de Tendências Globais do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), o número de pessoas vivendo como refugiados, em 2019, era de 79,5 milhões de pessoas e, em 2020, o número aumentou para 82,4 milhões, o que representa um aumento de 4%, tendo, então, um novo recorde histórico.

Evidencia-se, portanto, que a crise humanitária dos refugiados no século XXI gerou medidas destinadas a resolvê-la. Para amenizar esse problema, as Nações Unidas, com o apoio de organizações não governamentais, devem ajudar as pessoas que ainda vivem em países de conflito e fornecer o apoio necessário, como alimentação e abrigo. Além disso, o planejamento de programas voltados à integração de imigrantes em novas comunidades no país de destino, como trabalho, escola e ambiente cultural, é de extrema importância para a realização final dos objetivos das Nações Unidas.

Por fim, duas indicações para refletirmos sobre esse assunto:

Dheepan: O Refúgio - é um filme francês, protagonizado por um guerrilheiro do Sri Lanka, que fala sobre três pessoas que estão tentando fugir da guerra no Sri Lanka e assumem identidades falsas na esperança de facilitar a imigração. Os três não se conhecem e precisam conviver como se fossem uma família de verdade quando, enfim, chegam à França.

Borders - é uma música da M.I.A, que fala sobre as fronteiras que separam os povos do mundo e acabam criando barreiras para quem precisa de asilo em outro país. Por meio do clipe, é possível relembrar, com imagens, a crise dos refugiados, na qual pessoas de diversos países fogem da violência em busca de segurança e abrigo, constantemente, carregando, apenas, uma muda de roupas, um celular e a esperança de que seu barco chegará até o destino final.


 
 
 

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