A maquiagem como expressão não verbal
- Revista Só Letrando

- 1 de jul. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 1 de jul. de 2022
Por Yasmin Carvalho
O estudo da comunicação aborda muito mais do que a forma verbalizada de se falar. Ainda na escola, aprendemos que além das formas de linguagem verbais, há também as não verbais, ou seja, aquelas em que não se usam palavras.
A comunicação não verbal se refere desde a placas de trânsito a nossa postura corporal. Mas você sabia que, assim como a roupa que escolhemos e o estilo com que nos identificamos, a maquiagem também pode ser uma forma de comunicação?
Essa prática tem um histórico de grande importância para a civilização. No Egito Antigo, faraós e residentes do Palácio utilizavam o kohl, uma pasta obtida da mistura do mineral malaquita com carvão e cinzas, eficaz no combate contra as bactérias do Rio Nilo, para proteger os olhos do sol e da poeira do deserto. Além disso, até nos dias de hoje, algumas tribos indígenas utilizam pintura facial para identificação e diferenciação entre elas e para rituais importantes de suas crenças.
A psicologia das cores é utilizada na maquiagem não só para disfarçar imperfeições e realçar a beleza de certos traços, mas também para expressar o que estamos sentindo. Por isso, é necessária a desconstrução da ideia de que a maquiagem possui regras e é restrita a um gênero.
No meio artístico, ou seja, no cinema, teatro e até mesmo na música, a maquiagem é um dos elementos que transmitem informações ao receptor. O mesmo acontece no dia a dia: as escolhas de roupas, acessórios e cosméticos refletem quem somos por dentro, porque essa é uma maneira de colocarmos um pouco de nós mesmos em tudo. Expressão é arte; maquiagem é arte.
Portanto, embora muitos ainda acreditem que maquiagem seja futilidade e restrinjam-na a apenas um hábito feminino, sem significados relevantes por trás desse costume, essa prática vai muito além disso. Se os olhos são as janelas da alma, as sombras, coloridas ou não, podem ser as decorações.




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