2026.2| Beterraba e cowgirl: uma busca pelo amor

14 de ago.
1 min de leitura
Por Sofia Elis e Maria Clara Motta

A ruiva aparecia ao fim da tarde,
Com cheiro de fumaça e alecrim.
O sol se demorava no jardim,
Só pra tocar seus olhos sem alarde.
Falava manso, ria sem maldade,
Tinha poeira e vento no capim.
Mas carregava um gosto ruim:
Amava quem não via a tempestade.
A outra, sertaneja tão bonita,
Cantava alto nas festas do lugar,
Sem perceber o amor que ali palpita.
A ruiva só sabia observar,
Guardando no silêncio da colheita
Um coração de amor malfeito à espreita.
Equipe e produção editorial
Professoras orientadoras Profa. Dra. Ana Lúcia Trevisan e Profa. Dra. Elaine Prado
Editores Henrique Silva Santos e João Vítor Tortosa Rodrigues Alves
Revisão Pietra Tonti Topfstedt e Ana Luiza de Oliveira Machado



Comentários